#GTTele: Estudos de Televisão

Iuri Müller e Julia do Carmo

O Percurso Gerativo da Construção Discursiva Utilizada nos Vídeos da Propaganda Eleitoral do Candidato a Deputado Federal Tiririca. Autores: Amanda Rosieli Fiuza e Silva, Giandra Carla dos Santos, Juliana Petermann e Mariângela Barichello Baratto.

O trabalho foi desenvolvido na disciplina de Semiótica da Comunicação, no terceiro semestre. O discurso avaliado foi o presente nos vídeos eleitorais do então candidato a Deputado Federal Tiririca, nas eleições de 2010. Objetivou-se identificar o modo de construção do político-palhaço e seus argumentos. Para isso, foram analisados três vídeos. Trabalhou –se com a aceitação ou negação do discurso, em quatro diferentes níveis. A partir do trabalho concluiu-se que existem dois discursos que se complementam: o político e o palhaço, usados com finalidades distintas.

A Violência Assistida: Um Estudo QuantitativoAutores: Ana Carolina Cademartori, Adriane Roso, Thiago Alves

O trabalho faz parte do grupo de estudo “Saúde, Minorias Sociais e Comunicação”, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Investiga os discursos sobre violência e criminalidade veiculados no Jornal Nacional, com intuito de interpretar as possíveis estratégias discursivas relacionadas aos processos de saúde/doença. A metodologia usada foi a da Psicologia Social Crítica e Análise de Discurso Francesa nas quais o ser humano é concebido como produto histórico-social e sujeito ativo na construção da sociedade. Foram analisadas 50 edições telejornal, veiculadas nos meses de abril e maio de 2011.  Os estudos preliminares são quantitativos e evidenciam 32 notícias sobre violência e criminalidade durante o período analisado, com predominância das notícias de homicídios (nove aparições), concentradas no eixo Rio-São Paulo. A segunda parte do trabalho será qualitativa, com análise de discurso.

Entre a pele e a víscera: Considerações sobre o engendramento dos processos de autorreferência e reflexividade em meio audiovisualAutora: Carla Simone Doyle Torres

O trabalho traz um olhar sobre os processos de autorreferência e (auto) reflexidade em meio à linguagem audiovisual. Visa explorar os possíveis pontos de aproximação, afastamento ou complementaridade desses dois pontos. Ao falar em si a mídia busca criar uma aura de credibilidade. Antes de legitimar seus produtos, ela precisa legitimar a si mesma. Essa autorreferencialidade é uma das marcas da sociedade midiatizada, como o uso das Redes Sociais, nas quais predomina o “falar de si mesmo”.

Marilyn Monroe em publicidades audiovisuais: abordagem mitológicaAutores: Caroline Welter Vargas, Gabriel Sausen Feil

O trabalho busca analisar, através de vídeos publicitários, se Marilyn Monroe é usada como um sistema mitológico. As análises foram feitas com base no livro Mitologia de Roland Barthes. Foram analisados vídeos na década de 50, com a própria atriz e vídeos atuais, com sósias. Através disso, constatou-se que seu mito permanece até hoje, com suas marcas de beleza e sensualidade. O que atesta que esse mito transcende a ordem da pessoalidade.

Central Da Copa: Inovando O Telejornalismo Esportivo Na TV AbertaAutores: Daniela Silveira, Karen Cristina Kraemer Abreu

O trabalho analisou o programa Central da Copa com o intuito de verificar se ele pode ser considerado telejornalismo esportivo. A análise foi feita sobre a edição do dia 15 de junho de 2010, estreia do Brasil na Copa do Mundo. Foram analisados os seguintes itens: mediadores, recursos da linguagem televisiva (enquadramento, cenário, trilha, edições de imagens), utilização dos recursos tecnológicos e diálogo. Conclui-se que ele pode ser considerado telejornalismo esportivo, mas pelas suas características também pode ser enquadrado como telejornalismo de evento, que se propõe a cobrir eventos específicos.

A convergência midiática como elemento estratégico no processo de construção da produção televisiva On LineAutores: Jones Machado, Eugenia Mariano da Rocha Barichello

 O trabalho analisa o seriado “On-Line”, uma produção do Núcleo de Especiais da RBS TV. O objetivo do estudo é descrever e compreender como se apresentam as estratégias comunicativas e discursivas desse cenário que se utiliza de diversas plataformas a fim de manter relações entre produtos midiáticos e entre consumidores e produtos. As duas temporadas do seriado foram analisadas. O programa traz características da internet para a televisão. Essa convergência representa uma transformação social e promove mudanças nas práticas das instâncias receptor – emissor.

Análise do Discurso de Desenhos Animados: Wordworld e SandmännchenAutores: Kátia Daiane Schuster, Flavi Ferreira Lisboa Filho

O trabalho faz uma análise do discurso de um desenho norte-americano (Wordworld) e um alemão (Sandmännchen). Wordworld é um desenho que aborda a leitura de forma lúdica, tendo como personagens principais animais. Sandmännchen é uma história clássica de boa noite para as crianças alemãs. Tem origem nos contos dos irmãos Grimm. O estudo é uma pesquisa qualitativa da sociedade. Mostra como os desenhos tentam passar, através da ficção, a realidade para as crianças, com o uso de diferentes estratégias, dentre elas figuras de linguagem. Foram encontrados diferentes discursos em ambas as produções.

A gauchidade no documentário Fim do Mundo. Autores: Liana de Vargas Nunes Coll, Flavi Ferreira Lisboa Filho

O trabalho foi desenvolvido no Grupo de Pesquisa Formato Televisual e Gauchidade em Programas Regionais de Tevê. Busca investigar como a imagem do gaúcho é representada na mídia. Para isso, foi analisado o documentário “Fim do Mundo”, do Núcleo de Especiais da RBS. O trabalho analisa a construção identitária proposta para o gaúcho na série. O programa foi veiculado durante o mês de junho e início de julho de 2011. O documentário traz a mescla entre a tradição e a modernidade, trazendo aspectos que fazem parte mais do ideário gaúcho que de seu dia a dia, como o cavalo e o campo. A análise denota expressiva importância dos meios de comunicação, principalmente a televisão, na construção, reconstrução e manutenção da identidade gaúcha.

Condenação no Telejornalismo: A Apresentação do “Criminoso” no Jornal Nacional e no Jornal da BandAutora: Michele Negrini

O objetivo do artigo é observar como o criminoso é representado no Jornal Nacional e no Jornal da Band. O enfoque foi dado na observação de como essas pessoas são tratadas. Os jornais ao retratarem os criminosos representam discursos baseados em uma lógica simplista, redutora. Os seres humanos são tratados como bons ou maus, sem variações. Sua imagem está associada a uma visão plana. As vozes dos criminosos não são mostradas, a não ser que para reforçar a acusação e as fontes são relacionadas à justiça e as vítimas, dificilmente aos criminosos. Tudo isso acaba reforçando uma lógica maniqueísta e simplificadora. Os dois telejornais estão longe de analisar os crimes objetivamente, beirando a espetacularização jornalística. 

A Construção de Narrativas Inclusivas no Ensino Superior: O Ensino da Produção Televisual para o CegoAutora: Roberta Roos Thier

Aborda o uso dos meios de comunicação como meios educativos e como eles podem ser utilizados para auxiliar no ensino. Discute a inclusão e suas estratégias de implementação a partir da experiência da autora com um aluno com dificuldades visuais. O trabalho instiga a pensar o comunicador como um comunicador social, pensando em formas de utilizar os meios de comunicação em prol da sociedade.

Telenovela e Subalternidade: A representação das camadas populares nas telenovelas da Rede GloboAutores: Wesley Pereira Grijó

O trabalho analisa como as telenovelas das 21hs da Rede Globo de Televisão fazem a representação das camadas populares. A partir do momento em que as emissoras começaram a detectar essas camadas como audiência (década de 1990), começaram a surgir produções que retratavam o dia a dia dessas pessoas, como Cidade dos Homens. O estudo passa pela história das novelas das 21hs na emissora, trazendo a representação das camadas populares que depende, além de outros aspectos, das marcas de cada autor e da recepção e comércio. Pelo estudo conclui-se que muitas dessas representações são feitas a partir de um discurso politicamente correto, de inserir o outro. E também se abre espaço para análise do papel dessas representações na sociedade, na influência que geram.

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